LASA2027 Navegar el colapso: reinventar la política, cuidar lo común

Áreas Temáticas e Membros do Comitê

Selecione a área mais adequada para a sua proposta a partir da lista abaixo e insira-a no local designado no sistema de envio. Só é possível submeter a proposta a uma área. Os nomes dos membros do comitê do programa são fornecidos apenas para fins informativos. Enderece a sua correspondência SOMENTE à Secretaria da LASA.

ÁREAS TEMÁTICAS NOVAS PARA O LASA2027

ARM / América Latina en el reordenamiento mundial 

Estamos testemunhando a desarticulação da ordem global que vem sendo gradualmente relatada após a queda do Muro de Berlim. Esse é um processo contínuo, com alto grau de incerteza e falta de definição. No entanto, é possível identificar alguns elementos gerais, mas relevantes para a América Latina e o Caribe: a fragmentação do direito internacional por grandes potências econômicas e militares (Estados Unidos, Rússia, Israel); a pluralização e transformação dos circuitos econômicos, financeiros e comerciais; o surgimento de novos atores e blocos políticos e econômicos que expandem sua presença na região; a rivalidade geopolítica entre Estados Unidos e China, e o ressurgimento do neoimperialismo.

Enquanto a China emerge como uma potência em ascensão, os Estados Unidos – potência hegemônica até algumas décadas atrás – mostram sinais de relativa erosão. A reorganização global atravessa dimensões produtiva, financeira, tecnológica e militar. Sem expansão militar direta fora de seu ambiente imediato e sem exportar seu modelo político, a China se consolidou como a segunda maior economia do mundo, um parceiro comercial crucial na América do Sul e um ator central nos BRICS, promovendo a cooperação Sul-Sul, a infraestrutura estratégica, a transição energética e o controle dos minerais críticos abundantes na região. Em oposição, os Estados Unidos reforçaram seu desdobramento militar e sua busca por recursos estratégicos, enquanto enfrentam o enfraquecimento do padrão dólar e o aprofundamento das políticas de securitização.

Neste cenário, pela primeira vez desde o segundo período pós-guerra, há outros atores decisivos que desempenham um papel fundamental na reconfiguração dessa mudança de era. Os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), os países dos chamados BRICS+ (Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia) e outros desse porte (como México e Colômbia) exploram o potencial de consolidar alternativas mais plurais ao bipolarismo da Guerra Fria ou a um multilateralismo fraco após a queda do Muro de Berlim. A América Latina desempenha um papel de dobradiça entre o Atlântico e o Pacífico, mas também entre o Norte e o Sul globais. Nesse cenário de mudança, projetos políticos nacionais-regionais e sua relação com os novos centros globais de tomada de decisão ainda estão para serem definidos.

Que projeto político-regional surgirá diante dessas disputas? Uma inserção internacional mais autônoma e diversificada se formará ou novas formas de dependência serão consolidadas? Quais implicações isso terá para a democracia, o desenvolvimento e a soberania na região?

Ernesto Isunza Vera, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social-Golfo 
Aldo Panfichi Huamán, Pontificia Universidad Católica del Perú

CCD / Cuidar lo común en contextos de desmantelamiento

Este eixo explorará a nova e mutável relação entre o Estado e a sociedade na América Latina e no Caribe, dando atenção especial a como as práticas, infraestruturas e imaginários do cuidado estão sendo reconfiguradas sob condições de profunda transformação política, econômica e social.
 
O objetivo do eixo é avançar na conceitualização do Estado e nas teorias da interação Estado-sociedade, colocando o cuidado como uma lente analítica central. Ao examinar como o cuidado é organizado, deslocado, instrumentalizado ou reimaginado coletivamente, o eixo busca iluminar as fronteiras em constante mudança entre proteção e abandono, governança e intimidade, e entre responsabilidade e sobrevivência na América Latina e no Caribe contemporâneos.
 
Os temas incluirão processos de enfraquecimento ou esvaziamento do Estado, necropolítica, governança criminal e momentos de colapso e transformação do Estado, analisando como essas dinâmicas reconfiguram não apenas a autoridade e a coerção, mas também a distribuição, retirada ou delegação de cuidados. Também abordará como o cuidado é produzido, regulado e contestado em contextos onde a capacidade do Estado de garantir o bem-estar e a segurança é desigual, fragmentada ou ativamente prejudicada.
 
Ao mesmo tempo, o foco estará nas novas e diversas formas de interação entre Estado e sociedade, analisando tanto as funções regulatórias quanto de aplicação da lei e o papel do Estado na provisão de bens públicos, programas de bem-estar social e infraestruturas de cuidado. Será dada atenção especial ao papel crescente de atores não estatais — comunidades, famílias, organizações criminosas, ONGs e movimentos sociais — no preenchimento das lacunas deixadas pela retirada do Estado, bem como nas consequências morais, políticas e afetivas desses arranjos.
 
As contribuições podem abordar, entre outras, as seguintes questões: Quem é chamado a cuidar quando o Estado se retira ou governa por meio da violência? Quais vidas são consideradas dignas de cuidado e quais estão expostas ao abandono ou a formas necropolíticas de governo? Como formas informais ou ilícitas de governança oferecem proteção ou bem-estar, e a que custo social?

Rossana Castiglioni, Universidad Diego Portales
José Miguel Cruz, Florida International University
Maria Cecilia Rossel, Universidad Católica de Uruguay

RPA / Representación, participación y activismos en tiempos de colapso

Na última década, a América Latina e o Caribe foram palco de profundas disputas sobre a democracia, suas instituições e seus significados. A ascensão da extrema direita em alguns países e as derivações autoritárias da esquerda em outros produziram retrocessos nas políticas sociais e nos direitos que acompanharam o ciclo anterior de expansão democrática. Esses processos foram impulsionados e intensificados pelo papel ambivalente das tecnologias e plataformas digitais, bem como pelo surgimento de atores e organizações de extrema direita, conservadores, religiosos e antidireitos que reconfiguraram as formas de mobilização, controle e informação, reformulando os limites entre participação, institucionalização e conflito.
 
No entanto, esses contextos adversos não significaram simplesmente o fim da construção democrática. Pelo contrário, deram origem a novas formas de ação coletiva que emergem tanto como estratégias de resistência à autocratização, quanto como inovações políticas e práticas emancipadoras, que introduzem novos repertórios, línguas e horizontes de participação, representação e responsabilidade. Essas experiências demonstram resiliência, adaptação e ambiguidade normativa, oferecendo chaves para analisar como estamos navegando por tempos de colapso democrático, como os enfrentamos e como os reproduzimos. Da mesma forma, as fronteiras entre participação e institucionalidade, entre democracia e reação, entre inovação e captura, e entre o comum (the commons) e o indivíduo vêm sendo borradas.
 
Essa área temática propõe analisar a democracia como um campo de disputas, e não como um horizonte normativo dado. Convidamos contribuições teóricas e empíricas que analisem tanto o ativismo conservador e antidireitos como o ativismo progressista e democrático, bem como aquelas que explorem as tensões entre retrocesso, resistência e inovação (não)democrática na América Latina e no Caribe, incluindo, mas não se limitando, às seguintes questões:

  • Como representação e participação são reconfiguradas em contextos de polarização e autocratização?
  • De que maneiras dispositivos participativos, plataformas digitais e repertórios de ação são apropriados ou esvaziados por atores autoritários/excludentes ou democráticos/inclusivos?
  • Que formas de resiliência e adaptação mostram inovações democráticas e ativismo diante da erosão institucional?
  • Como comparamos essas dinâmicas entre áreas (nacionais/subnacionais), países e diferentes tipos de regimes

Convidamos estudos de caso aprofundados, análises comparativas, pesquisas etnográficas e contribuições teóricas com o objetivo de gerar um espaço para um diálogo crítico sobre quem e como a democracia é definida, contestada e reconfigurada hoje na América Latina e no Caribe.

Rebecca Abers, Universidade de Brasília
Karina Bárcenas Barajas, Universidad Nacional Autónoma de México

RDC / Revolución digital, conocimiento y cultura en tiempos de policrisis

Esta trilha tem como objetivo explorar a forma como as novas tecnologias da informação – há três décadas e até o surgimento atual da IA generativa – induzem novas formas de produção de conhecimento e pedagogias transdisciplinares, além de possibilitar novas práticas culturais e estéticas, desde as artes visuais e a escrita até música e performance.
 
Em um contexto de policrise, incentivamos apresentações que questionem as formas pelas quais a geração de conhecimento e estética ativa e reformula conversas sobre, entre outros temas, novos materialismos, paixão pelo arquivamento, pedagogia, esforços transdisciplinares, pós-humanismo e cultura digital. Interessa-nos explorar a produção de conhecimento e pedagogias, imagens e histórias urgentes, em relação às preocupações mobilizadas pelo pensamento pós-humanista que "ousa desafiar as mistificações ontológicas, distorções sociais, reducionismos científicos e desencantos com o mundo que foram construídos e repetidos nos processos históricos e bioculturais da naturalização do humano" (Francesca Ferrando 2023).
 
Quais horizontes, desejáveis ou perturbadores, as enormes possibilidades da IA generativa abrem em termos de produção, ensino e disseminação do conhecimento? De que maneiras, ao mesmo tempo, o poder dessa mudança tecnológica estará relacionado a outras dimensões estéticas e pedagógicas da nossa vida comum? Quais transformações estão ocorrendo na noção de sujeito, de conhecimento e de política baseadas nessas transformações? Que impacto elas podem ter na reconfiguração de uma ecologia de saberes?

Azucena Castro, Rice University
Mauricio Dussauge-Laguna, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales-México

ÁREAS TEMÁTICAS PERMANENTES 

AFR / Indigenous Peoples and Afro-descendants: Epistemologies and Knowledge

Itza Amanda Varela Huerta, Universidad Autónoma Metropolitana-Xochimilco
Joanna Boampong, University of Ghana
Marisol Alcocer Perulero, Universidad Autónoma de Guerrero

AGR / Agrarian and Food Studies

Gabriela Torres-Mazuera, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social
Catia Grisa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul 

ALD / Archives, Libraries and Digital Scholarship

Mario Cámara, Universidad Nacional de las Artes
Alejandra Celedón, Universidad Diego Portales

ART / Art, Music and Performance Studies

Maria Denise Cobello, Universidad Nacional de las Artes/CONICET/Instituto de Investigaciones Gino Germani/Universidad de Buenos Aires
Ariel Florencia Richards, Pontificia Universidad Católica de Chile
Isabella Vergara C., Princeton University

BIO / Biopolitics and Biopower

Rodrigo José Parrini Roses, Universidad Autónoma Metropolitana-Xochimilco
Margarita Sayak Valencia Triana, El Colegio de la Frontera Norte 

CHI / Childhood and Youth Studies

Valeria Llobet, Universidad Nacional de San Martín
Úrsula Zurita Rivera, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales-México

CIV / Civil Societies and Social Movements

Mónica Dowbor, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Ana Natalucci, Universidad Nacional de San Martín
Carlos Torrealba, Universidad Nacional Autónoma de México

CUL / Culture, Power and Political Subjectivities

Paola Cortes-Rocca, Universidad Nacional de las Artes/CONICET
Jossianna Arroyo-Martínez, University of Texas at Austin
Paula Serafini, Queen Mary University of London
Maya Aguiluz-Ibargüen, Universidad Nacional Autónoma de México

DEM / Democratization and Political Process

Enrique Peruzzotti, Universidad Torcuato Di Tella
Michelle Vieira Fernandez, University of Brasilia
Elena Martínez Barahona, Universidad de Salamanca

ECO / Economics and Political Economy

Heidi Jane Smith, Universidad Iberoamericana/George Mason University 
Ivani Vassoler-Froelich, State University of New York-Fredonia
César Castillo-García, Wesleyan University

EDU / Education

Mauricio Zabalgoitia Herrera, IISUE/Universidad Nacional Autónoma de México 
Alexánder Hincapié, Universidad de San Buenaventura

ENV / Environment, Nature and Climate Change

Cesar Gamboa, Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR)/Universidad de Salamanca
Marcela Torres Wong, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales-México
Rosa Lehmann, Heidelberg University

FIL / Film Studies

Carolyn Fornoff, Cornell University
Víctor Manuel López Ortega, Universidad Pedagógica Nacional, Unidad 161 Morelia
Irene Depetris Chauvin, Universidad de Buenos Aires/CONICET

GEN / Feminism and Gender Studies 

Niki Johnson, Universidad de la República
Lucía Nuñez Rebolledo, Centro de Investigación y Estudios de Género 
Pascha Bueno-Hansen, University of Delaware
Erika Busse, Macalester College

HEA / Health and Wellbeing

Jose Ragas, Pontificia Universidad Cátolica de Chile
Roberth Steven Gutiérrez, Pontificia Universidad Católica de Rio Grande do Sul
Andrea Figueroa, University of Victoria

HIS / History and Archaeology

Luis Muro, Field Museum
Sarah Foss, Oklahoma State University

HUM / Human Rights and Memory

Silvia Dutrénit Bielous, Instituto Mora
Jose Szwako, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Katherine Hite, Vassar College

IND / Indigenous Languages and Literature

María José Rodríguez Pliego, Northwestern University

INT / International Relations/Global Studies

Marianne Marchand, Roger Williams University
Amalia Campos-Delgado, University of Leiden

LAB / Labor Studies

Cecilia Senén González, Universidad de Buenos Aires
Ana Miranda, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales-Argentina

LAN / Language and Linguistics

Cristina Isabel Maymí, University of Texas at Austin
Denisse Tania Gómez Retana, CUNY Graduate Center 

LAT / Latinx Studies

Melisa Argañaraz Gómez, University of Connecticut
Eric Macias, American University
Wilin Buitrago Arias, University of Oxford

LAW / Law and Justice

Marjorie Marona, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Gabriela Cuadrado-Quesada, Institute for Water Education
Rogério Arantes, Universidade de São Paulo

LCC / Literature Studies: Colonial/19th Century

Alejandra Uslenghi, Northwestern University
Rocio Quispe-Agnoli, Michigan State University

LCE / Literature Studies: 20th/21st Centuries

Mário Augusto Medeiros da Silva, Universidade Estadual de Campinas
Eleonora Cróquer Pedrón, 17, Instituto de Estudios Críticos

LCU / Literature and Culture

Macarena Urzúa, Universidad de Santiago de Chile
Martín de Mauro Rucovsky, Universidad de Córdoba 
Irina Troconis, Cornell University
Esther Whitfield, Brown University

MED / Mass Media and Popular Culture

Giuliana Cassano, Pontificia Universidad Católica del Perú
Cristián Cabalín, Universidad de Chile
René Jara, Universidad de Santiago de Chile 
Eli Carter, University of Virginia

MIG / Migration and Refugees

Esteban Devis-Amaya, Oxford Brookes University
Beatriz Padilla, University of South Florida
Delphine Prunier, Universidad Nacional Autónoma de México

OTR / Otros saberes and Alternative Methods

Richard Stahler-Sholk, Eastern Michigan University
Ana Cecilia Arteaga Bohrt, Instituto de Investigaciones Sociales de la Universidad Autónoma de Baja California
Hector Nahuelpan, Universidad de Los Lagos

POL / Political Institutions

Flavia Freidenberg, Universidad Nacional Autónoma de México
Juan Olmeda, El Colegio de México
Juan Andres Moraes, Universidad de la República de Uruguay

PUB / Public and Social Policies

Laura Flamand, El Colegio de México
Danay Quintana, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales-México
Zoila Ponce de León, Pittsburgh University

RAC / Race and Ethnicities

Gisela Carlos Fregoso, Universidad de Guadalajara
A. Tito Mitjans Alayon, Colectivo para Eliminar el Racismo en México/Universidad Iberoamericana
Osmundo Pinho, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Isabela Fraga, Tufts University

REL / Religion, Politics and Society

Gabriela Arguedas Ramírez, Universidad de Costa Rica
Elaine Penagos, Trinity University

SLS / Sexualities and LGBTI Studies

Mir Yarfitz, Wake Forest University
Cole Rizki, University of Virginia
Fernanda Carvajal, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas

URB / Urban Studies

Marcela Meneses Reyes, Universidad Nacional Autónoma de México
Luisa Sotomayor, University of Toronto

VIO / Security and Violence

Eduardo Moncada, Barnard College, Columbia University
Yadira Gálvez Salvador, Universidad Nacional Autónoma de México
Marcial García Suárez, Universidade Federal Fluminense